O dia de pensamentos

Nunca imaginava que fosse possível. Eu, uma pessoa normal, simples e sem nenhumas habilidades extraordinárias. A pessoa que sempre pensava:

„Se queremos atingir algo especial, ganhar a nossa vida, correr pela estrada dos nossos sonhos, aprender outra língua estrangeira, precisamos de uma varinha de condão, algum talento ou pelo menos grande capacidade mental”.

Porém, com o tempo que passa todos realizamos que isso não é o mais importante. O que conta é um esforço para avançar, uma motivação e uma resistência, um sentido forte para nunca perdermos da vista o nosso objetivo.

„Cada dia estudo para fazer progresso. Um passo mais para realizar o meu sonho. Finalmente falar português. Só falta um poquinho. Mais um esforço.”

Que imagem cor-de-rosa é!

Aqui temos de dizer a verdade:

Isso nem sempre é fácil. Acontecem os momentos complicados e os obstáculos  inesperados, quando nos esquecemos o que fazer neste momento. Qual será o próximo passo.  A nossa vida interfere, e de repente, não temos tempo para nada, não temos energia nenhuma, até não podemos ver estas telenovelas estupidas e absurdas, a nossa motivação foge.

Além disso, todos temos na coração uma tendência para pegar um atalho, em vez de escolher um caminho mais complicado, longo e fatigante.

“Só tenho de estudar durante a aula e quinze minutinhos em casa. Ou bem com este novo método vou aprender falar português muito depressa. Duas semanas e já está…. Se eles escrevem assim, é verdade, não é?”

Claro que não!!!

Uma solução é imaginarmos que este caminho é uma viagem que temos de disfrutar. Algo que nunca acaba e pode ser um grande amor da nossa vida.

E um dia podemos finalmente dizer:

„Ganhei! Que satisfação”

© Agnieszka Kin

Reflection

IS IT REALLY THAT EASY TO SPOT A FOREIGNER?

Hmmm…. sorry?? What a heck is this title all about? Could you be more specific, please ??? Just give me a second to explain. Don’t be hot-headed. This post is all about foreigners and their writing abilities in a foreign language. Have you ever been curious whether a foreigner can write as good in a particular language as a native? Or it just doesn’t cross your mind, doestn’t bother you, doesn’t disturb your peace of mind. Just an insignificant fact as many others. Maybe it is only an obsession of someone who loves writing, craves to do it better and better with each sentence that comes to mind, who pays attention to every word.

So how actually natives spot a foreigner as to language?

Sure sentence structure and vocabulary may rat somebody out. But is that all? Is it just that easy? And what about those who over the centuries have been trying to master writing skills? Some definitely were successful. Let’s just name Jospeh Conrad (Józef Conrad Korzeniowski). a writer of the Polish descent, who wrote many books in English. They were indeed good ones (we may even find some on the list of books one must read…. before die). But maybe it is a proof that only the chosen ones have a chance to stand out of the crowd and the others, the men in the street, can’t do this. it is just beyond their skills, capacity. And still a question, like a magnet, arises, more profound with increasingly distinctive sound. Can only native write perfectly in a language? Is he better because he uderstands the soul of a language, its every nerve, every slight change of character. Maybe he is better because of those smooth, well-shaped words and phrases he uses; polished up to perfection.  He is so careful, so focused not to commit any crime on a language, not to butcher the words with his sharp dagger…. With the sole goal to leave paper stainless, spotless, not to disturb its existing harmony. Maybe….. But than, can we call every foreigner a killer openly, Only because we think he is to blame for every false step. We follow him with our accusatory look, because as it seems he destroys this perfect surface of a language sea by a heavy, missed stones-words forming circles that grow bigger and bigger. Finally, is there a way to break the vicious circle? Are there any methods to improve writing skills so they seem more natural or simply hide in the crowd. Escaping the black look of a bloodthirsty native.

 

© Agnieszka Kin 2014

 

Que sejas feliz

Tantas vezes ouvimos esta frase simples: “Que sejas feliz” (simples em número de palavras, mas gramaticalmente difícil para estes menos avançados). Porém ninguém pergunta se existe uma pura e verdadeira felicidade ou bem o que significa ser feliz. Talvez não seja a mesma coisa para todos, porque somos tão diferentes, tão distantes uns aos outros.

A felicidade é uma palavra vaga, uma palavra espírito, uma palavra mistério. A palavra que é como a onda marítima. Vai e vem. Sem depressa. É como um raio de sol num dia cinzento, um momento mágico na nossa vida prosaica, um sentimento palpitante e fascinante quando estamos à espera de algo melhor. É o prémio que todos nos desejamos. É o amor da nossa vida e o fim dos nossos esforços e o nosso caminho que às vezes se perde no oceano da existência e se encontra de repente nas pessoas amadas. Em cada dia ordinário, em pequenas vitórias, grandes triunfos e derrotas. Queremos guardá-la como se fosse um tesouro, uma coisa importantíssima com o mais valor na vida, mas ela se esconde propositadamente.

Por fim, só falta uma frase….

Que sejam felizes !!!

© Agnieszka Kin